Jair Bolsonaro é cortado da Cúpula do Clima, e Brasil paga mico internacional

bolso fogo

A ONU (Organização das Nações Unidas) confirmou que o presidente Jair Bolsonaro não está na lista de líderes que participarão do chamado Climate Ambition Summit (a chamada Cúpula do Clima, marcada para amanhã (12/12).  Isso fica explícito porque, ao contrário de outros países sul americanos (Argentina, Chile, Colombia, Peru e Uruguai), o Brasil não aparece na lista de líderes que poderão se pronunciar no evento. Há que se mencionar que até Cuba deverá se pronunciar no evento que deverá ter como estrelas o presidente Emmanuel Macron (França), a chanceler Angela Merkel (Alemanha) e o presidente Xi Jinping (China).

summit

Esse é, digamos, um “mico” sem precedentes, pois em décadas recentes, o Brasil era um dos líderes dos debates climáticos, muitas vezes jogando o papel de mediador entre as demandas dos países desenvolvidos e a dos chamados países em desenvolvimento.  Mas tanto fizeram que Jair Bolsonaro e Ricardo Salles conseguiram colocar o Brasil em uma posição inédita de ostracismo, justamente em um momento em que a União Europeia, apenas à guisa de exemplo, decidiu adotar metas ambiciosas de redução de emissão de gases estufa que deverão ser alcançadas até 2020.

Como aquilo que está ruim pode sempre piorar, o grupo  Climate Action Tracker requalificou e rebaixou a situação dos compromissos  de “insuficiente” para “muito  insuficiente”.  Além disso, o Brasil conquistou dois troféus do prêmio de “Fóssil Colossal” dos últimos 5 anos na categoria “Não protege sua população dos impactos das mudanças climáticas” e “Reduz a participação da sociedade civil”.  O anúncio aconteceu nesta sexta-feira (11/12), véspera da Cúpula de Ambição Climática, que marcará o aniversário de 5 anos do Acordo de Paris, e é um evento preparatório para a COP26, que será realizada na Escócia em 2021. Esta é a terceira vez em que Bolsonaro leva o Brasil a receber o prêmio da CAN. Em 2018, o país levou o troféu depois de o então presidente eleito ter anunciado que o país não sediaria a próxima conferência climática e por ainda ameaçar tirar o Brasil do Acordo de Paris; em 2019, pela tentativa de legalizar a grilagem. Na cerimônia de hoje, o país foi descrito como uma nação governada por “Jair Capitão Motosserra Bolsonaro” que parece estar tentando “transformar os pulmões do mundo no pior lugar do planeta para ser uma árvore.”   

popliri@gmail.com on Twitter: "#Brazil, #Amazonia, our natives, our  wildlife, are now in the hands of Bolsonaro, the "Captain Chainsaw"!… "

Para quem acha que esse alijamento do Brasil das decisões multilaterais relacionadas ao controle das mudanças climáticas é, digamos, de menor importância, eu diria que, pelo contrário, essa é uma situação muito grave para os interesses estratégicos do Brasil, a começar pela economia. 

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