Para pesquisador da Fiocruz, agronegócio causa destruição, mudanças ambientais e climáticas

Christovam Barcellos: ‘O modelo exportador de soja e de carne deixa pouco para a população local’

Christovam Barcellos blog fundo preto (1)

Foto: Rodrigo Méxas – Icict/Fiocruz

Por Andrea Vilhena

Os resultados do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em agosto, trazem evidências científicas inquestionáveis de que as emissões de gases a partir da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento representam grande ameaça para a saúde do planeta. 

As notícias recentes sobre enchentes destruindo cidades, incêndios florestais desproporcionais e secas, como a enfrentada pelo Brasil esse ano, a maior dos últimos 90 anos, não são cenas de ficção científica, mas de manifestações do aquecimento global, mostrando que caminhamos a passos largos para um mundo distópico, fruto do impacto ambiental produzido pelo homem na sua relação predatória com o planeta. O documento alerta como “extremamente provável” (95% a 100% de probabilidade) que o aquecimento global ultrapasse a perigosa marca de 2ºC até o final do século, com grandes chances de chegar a 1,5% nos próximos vinte anos e que é preciso uma ação imediata para diminuir drasticamente as emissões dos gases poluentes. 

Em entrevista ao blog do CEE,  o geógrafo Christovam Barcellos, coordenador do Observatório de Clima e Saúde e vice-diretor de Pesquisa e Ensino do Icict/Fiocruz, analisa como o Brasil vem contribuindo para essa situação, quais os impactos das mudanças climáticas para o meio ambiente, a saúde e economia e o que pode ser feito em termos de políticas públicas para se tentar reverter essa crescente ameaça. 

Leia a seguir a entrevista.

Como podemos situar o papel do Brasil no trágico cenário apontado no último relatório do IPCC? 

O próprio título do Relatório de Avaliação (AR6) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) fala sobre as bases físicas das mudanças climáticas globais. Essa é a grande dica que eles dão para nós, brasileiros, que estamos interessados na questão . Primeiro, a ênfase é nos processos físicos: temperatura, calor, alterando o regime de precipitação, alterando o círculo hidrológico da água, acumulação de calor em algumas áreas, ondas de calor etc. Segundo,  o documento aborda o planeta como um todo, mas pouco de cada região. Mais de mil páginas, do ponto de vista global sempre. Isso, para nós, é uma grande provocação, porque esses processos físicos desencadeiam outros processos químicos e biológicos que é o que interessa mais a gente da Saúde. Claro, os processos físicos acabam gerando ondas de calor, uma preocupação dos próprios Estados Unidos, mas, além disso, existem processos biológicos envolvidos que podem gerar graves problemas para a saúde. Uma segunda tarefa  será pegar esse relatório e tentar regionalizá-lo, para  detectar as particularidades do Brasil.

O que deve ser observado? 

O Brasil tem uma desigualdade gigantesca, uma das mais graves do mundo  e uma diversidade de paisagem muito grande. Temos um semiárido pertinho da Amazônia com regimes climáticos completamente diferentes. Então, cada lugar desses vai ser alterado de uma maneira e terá respostas diferentes. A matriz energética e a emissão de gases do Brasil  têm características diferentes das dos outros lugares. Por exemplo, alguns países que tiveram a revolução industrial, no século XIX (Segunda Revolução Industrial, quando a industrialização que limitava-se à Inglaterra expandiu-se para outros países) estão diminuindo as emissões de gases pela indústria. Outros países de industrialização mais recente, principalmente do Sudeste Asiático têm uma emissão de gases de efeito estufa muito forte por causa da indústria. Nós, aqui no Brasil, não. Estamos vivendo um processo de desindustrialização importante e, ao mesmo tempo, com uma economia cada vez mais voltada para o agronegócio. Isso significa, muitas vezes, desmatamento, queimada, ocupação de florestas por pastos. Essa é a grande pegada (ecológica), contribuição do Brasil para a emissão de gases de efeito estufa. Geração de energia nem tanto, a matriz energética brasileira ainda é muito baseada em hidroelétrica, o que é bom. Depois falamos da crise da água, mas isso é outro problema. 

Como o Brasil se posiciona no cenário internacional?

O Brasil até bem pouco tempo tinha uma posição muito confortável. O país dava lições para outros países de como controlar a emissão de gases. Era respeitadíssimo nas COPs [Convenções do Clima], exatamente por sua matriz energética razoavelmente limpa e por ter uma emissão baixa (de gases de efeito estufa). As outras formas de emissão, como pasto, gado, desmatamento, são mais facilmente controláveis do que as da indústria, por exemplo, e da frota de veículos [O uso da terra contribui para as emissões de CO2 produzidas pelo homem, principalmente devido ao desmatamento; já a agropecuária gera emissão de metano (CH4) e óxido nitroso (N20), outros gases de efeito estufa]. É muito mais fácil controlar, mas de um tempo para cá, infelizmente, com a crise de água, as hidrelétricas não estão funcionando plenamente, levando à  queima de biocombustível para se gerar energia. Desmatamento, pasto e criação de gado para atender o mercado internacional dispararam no Brasil. E o país começou a adotar infelizmente uma postura negacionista em relação ao clima, argumentando que temos o direito de desmatar, porque a Europa já desmatou, os EUA já desmataram. Infelizmente, viramos o que chamam de pária na negociação internacional sobre mudança climática. Lamentável. Isso vai mudar? Com certeza, porque é insustentável essa posição na diplomacia internacional. Os EUA, também, passaram por isso. Um presidente que negava tudo. Agora teve uma revirada. Até a China que era um dos maiores emissores de gases do mundo está fazendo um esforço para sair dessa lista negra. O Brasil está em um movimento contrário, investindo em termoelétrica, incentivando desmatamento etc.

No Brasil, pratica-se uma atividade pecuária muito extensiva. Se, pelo menos, recuperássemos as áreas já desmatadas e transformadas em pastagens, não seria preciso expandir e ocupar novas áreas de pasto.  Um dos argumentos utilizados por quem defende o desmatamento é que o país precisa investir na atividade econômica representada pela agropecuária. Movimentar a economia é desejo de todos, mas poderia haver um cuidado maior, não? Recuperando-se as pastagens degradadas e aumentando-se a produtividade do uso da terra. 

Lembrei de uma expressão que uma irmã minha usa: existe o agronegócio e o ogronegócio. O ogronegócio é pensar no curto prato: vamos desmatar, enfiar o gado lá dentro, vender logo porque o mercado é agora, o preço da carne está bom.  Acontece que o preço da carne pode cair, a nossa carne pode começar a ser rejeitada em vários países que estão preocupados com as questões ambientais. 

Agora, infelizmente, o Brasil, a economia nacional, vai pagar o preço de gerar renda a qualquer custo

Pensar no rodízio de pastos, em produzir folhagens no período chuvoso e armazenar em silos para garantir a alimentação dos animais no período de seca seriam práticas que talvez pudessem contribuir para um melhor aproveitamento da terra já desmatada, evitando o avanço da fronteira agrícola…

Sim. Pensar nisso como um projeto nacional de desenvolvimento tecnológico na agricultura. A Embrapa serviu durante muito tempo para isso, para aumentar produtividade sem precisar de novas áreas. Produtividade é exatamente isso. O denominador é a área, quanto maior a produtividade, menos área é necessária. Agora, infelizmente, o Brasil, a economia nacional, vai pagar o preço de gerar renda a qualquer custo. E essa renda não é revertida em riqueza para a população local. Esse modelo exportador de soja, de carne, infelizmente deixa pouco para a população local. Claro que é importante para a balança comercial brasileira, não tenho a menor dúvida, mas a própria balança comercial pode ser alterada, se os produtos brasileiros começarem a ser boicotados. E é o que está se passando em alguns países, infelizmente. Existem maneiras de se produzir que não são baseadas na monocultura, que utilizam rodízio, com aumento da produtividade, que tem uma pegada ecológica menor. É uma possibilidade. Outra ação importante é a fiscalização do desmatamento ilegal. A maior parte do desmatamento brasileiro é ilegal. A maior parte da Mata Atlântica, por exemplo, está delimitada por parques, as pessoas têm cota de desmatamento dentro do terreno. A legislação brasileira é bastante razoável nisso, estabeleceu regras para esses biomas: Mata Atlântica, Amazonas, Patanal etc. Então, o que se faz de desmatamento, a maior parte é ilegal. Para combater é preciso de fiscalização e tecnologia. 

Existem maneiras de se produzir que não são baseadas na monocultura, que utilizam rodízio, com aumento da produtividade

E o Brasil dispõe desses recursos…

O Brasil tem tecnologia e tem órgãos de fiscalização, que permitem o combate ao desmatamento ilegal. O Inpe tem tecnologia para identificar foco de queimada, desmatamento, e descobrir em que área está acontecendo o desmatamento. Falta uma mão do Estado nesses lugares. Infelizmente, virou terra de ninguém, parece que é bastante proposital, vide garimpeiro tacando fogo em carros do Ibama. É criminoso, queimando um bem de órgão de fiscalização do Estado. Isso é caso de polícia. E muitas vezes conseguindo anistia. A legislação brasileira existe e tem que ser cumprida, com esses órgãos, um órgão de monitoramento e um de fiscalização – infelizmente desmontados. Estão sofrendo muito com o desmonte mais recente. 

Seria, então, o avanço do desmatamento, da fronteira agrícola a maior contribuição do Brasil para as emissões de gases poluentes? E quais são os principais impactos para o meio ambiente, para a saúde e para a economia dessas emissões? A atual situação hídrica do país, sendo anunciada como a pior seca dos últimos 90 anos, já é consequência das mudanças no clima? E as atuais queimadas, são causa ou consequência?

Claro que as queimadas têm um componente climático. Há os anos mais secos. E a Amazônia, parece que não, mas volta e meia tem anos muitos secos, com déficit hídrico por falta de chuva, e isso favorece o que eles chamam de inflamabilidade, quer dizer, toda a madeira que existe lá fica mais fácil de ser queimada. Esses anos têm sido aproveitados pela indústria da madeira e pela indústria da grilagem para atear fogo na floresta. São muito significativos, os locais onde estão acontecendo queimadas: nas bordas das terras indígenas, nas bordas de cidades, ao longo de estradas recém-construídas. É um processo de devastação planejado. E para quê? Para se conseguir mais terras para pastagem ou, mesmo, para grilagem, para vender ilegalmente, terra pública. O Brasil infelizmente está optando por uma economia devastadora. Ela é frágil do ponto de vista da própria economia, porque, como disse, se cai o preço da carne no mercado internacional ou da soja, a economia brasileira vai para o buraco. Ao mesmo tempo isso causa danos terríveis à saúde.
De que forma a saúde das populações se abala nesse caminho da devastação?

Doenças respiratórias, por exemplo, na Amazônia estão disparando. Todo ano tem um pico de internação ou de atendimento ambulatorial para doença respiratória na Amazônia na época de seca, quando coincidem baixa umidade e exposição à fumaça das queimadas, mas, nos últimos anos, isso vem disparando. Esse pico está cada vez maior, sobrecarregando o SUS, principalmente agora com a Covid. O mesmo leito que seria ocupado por pacientes com Covid, está sendo ocupado por doentes pela exposição à fumaça. E a exposição à fumaça, por sua vez, complica os casos de Covid. Se a pessoa tiver se infectado pelo coronavírus e se tiver sido exposta anteriormente à fumaça da queimada, vai ter um quadro muito pior.

Essa situação afeta principalmente os mais vulneráveis. A pandemia, assim como a crise climática, evidencia e vem acentuar as iniquidades. 

Exato. A gente tem que pensar que essa fumaça alcança cidades a centenas de quilômetros do foco de queimada e vai atingir, por exemplo, as terras indígenas. Se queimam as bordas das terras indígenas, dentro das aldeias, estão respirando fumaça. Temos cidades distantes do foco de queimadas, como Porto Velho, por exemplo, respirando fumaça gerada a centenas de quilômetros de lá. Ribeirinhos, pessoas com uma condição de acesso à saúde prejudicada há séculos, têm muita dificuldade de chegar principalmente numa emergência, em um serviço de saúde. Essa situação vem se agravando ao longo do tempo. Crianças, idosos, são os mais prejudicados com isso. Então, existe esse processo global muito bem relatado no último relatório do IPCC, mas, pensando em outra escala, existem consequências locais, que precisam ser estudadas por nós brasileiros. Não vai ser o IPCC que vai dizer, as instituições de pesquisa de saúde e de meio ambiente é que vão estudar o que está acontecendo no Brasil. A queimada é apenas o aspecto mais evidente do que está acontecendo na Amazônia. Sabemos que o acontece na Amazônia afeta o continente todo, a América do Sul toda. A circulação de umidade, por exemplo, vem se alterando. Teve aquela famosa chuva de cinzas da Amazônia na cidade de São Paulo. Algo tenebroso, que mostra bem o padrão de circulação de umidade na América do Sul: circula tanto a umidade produzida na Amazônia para a região Sudeste, como também a fumaça, como agora, com a Amazônia mais seca e com mais queimadas. 

Vamos, infelizmente, viver esse drama de escolher entre racionar ou ter que distribuir água suja para a população

Então, queimadas podem ser consideradas causa e consequência das mudanças climáticas?

Exatamente. A queimada é resultado de um ano seco, mas ela provoca, também, uma alteração do balanço de chuvas, na Amazônia e na região Sudeste.

E a questão hídrica, no Nordeste e no Sudeste?

Nós estamos em um ano do fenômeno climático La Niña, que, tudo indica, vai se agravar nos próximos meses. Isso provavelmente vai trazer a seca na Amazônia e consequentemente a seca na região Sudeste. Os reservatórios de água na região Sudeste estão diminuindo de nível. A mídia está falando muito das consequências para a geração de energia, da possibilidade de um apagão ou racionamento de energia na região Sudeste, mas a seca coloca em risco também o abastecimento de água. Muitas cidades na região Sudeste usam rios ou reservatórios para abastecer as cidades. Essa crise já aconteceu na região metropolitana de São Paulo, em 2014-2015, e pode acontecer novamente. Algumas cidades de São Paulo, Minas, Paraná podem ter que fazer racionamento de água ou distribuição de água suja,  uma situação terrível, em que o gestor tem que escolher entre cortar a água ou distribuir água sabidamente poluída. Isso aconteceu em São Paulo. Começaram a usar o volume morto do reservatório, que é sujo, tem muito barro, bactérias e poluentes químicos. Vamos, infelizmente, viver esse drama de escolher entre racionar ou ter que distribuir água suja para a população. Isso tem acontecido pontualmente em alguns desastres, por exemplo, quando se poluiu o Rio Doce por causa do desastre em Mariana,mas pode acontecer agora numa escala muito maior, abrangendo toda a região Sudeste: falta de água e contaminação da água de abastecimento humano. 

A crise é global, mas tem configurações muito particulares no Brasil, com uma cobertura da rede de saneamento bastante razoável, mas de baixa qualidade e insegura

Voltamos à questão da vulnerabilidade, quem tem um pouco mais de reserva financeira pode passar a comprar galões de água, embora, também, de qualidade duvidosa, mas pode adotar o galão de água como alternativa. Quem não tem vai usar água da bica ou de pequenas minas ou do vizinho ou de riacho perto de casa, isso pode ser um desastre para a saúde. O que estou querendo dizer é que a crise é global, mas tem configurações muito particulares no Brasil, muito específicas da situação brasileira que tem uma cobertura da rede de saneamento bastante razoável, mas de baixa qualidade e insegura, que é um chavão que se usa nessa área, um sistema inseguro que pode entrar em colapso com essa crise da água. 

O aparecimento de zoonoses seria uma das consequências dessa devastação da Amazônia, abrindo possibilidades para o surgimento de novos vírus, novas pandemias, não? O que pode ser feito em termos de políticas públicas no Brasil para se tentar reverter os efeitos das mudanças climáticas? Isso já vem sendo pensado?

São dois processos acontecendo ao mesmo tempo. Existe uma perda de biodiversidade em várias áreas, e isso significa o aparecimento de pragas, numa maneira vulgar de falar, o predomínio de uma espécie em relação a outras, podendo gerar um boom de alguma espécie e inclusive de vírus, de alguns animais, mas, também, de vírus carregados por esses animais. Quando se adota uma fonte de alimento, um só lugar para criação de animais para abate, gera-se um circuito muito rápido retroalimentado, podendo aparecer vírus emergentes e mutações que podem ser transmitidos para a espécie humana. Além disso, em algumas cidades, a expansão da fronteira econômica está encostando em áreas que eram protegidas, e isso traz risco de zoonoses, que surgem a partir de contato de pessoas com o vírus que estava dentro do seu ecossistema. Chama-se de salto ecológico, quando ele pula de lá e começa a ser transmitido para as pessoas. São processos nos quais se tem pensado muito pouco. A Fiocruz tem um grupo bastante ativo trabalhando com a questão da biodiversidade, relacionada ao surgimento de vírus emergentes e novas epidemias.

Quem sabe retomar o diálogo entre academia e o setor produtivo, como já aconteceu antes. Desse diálogo é que podem surgir algumas soluções econômicas menos danosas para o Brasil

É possível melhorar isso que a gente está fazendo de errado?

A primeira tarefa é tentar entender como esses processos globais são produzidos no Brasil, qual é a participação do Brasil na emissão de gases e como isso pode ser controlado. É uma tarefa dos brasileiros. A segunda é entender como as mudanças climáticas globais vão se refletir nos vários locais, nas várias regiões do Brasil, a partir desse conhecimento podemos nos adaptar para enfrentar essas situações – a intensificação da seca no Semiárido, as crises hídricas no Sudeste, queimadas na Amazônia – que exigem políticas muito particulares para cada região. É uma tarefa das instituições de pesquisa, das universidades e dos órgãos de fiscalização, que infelizmente estão sucateados ou desacreditados. Desacreditados propositalmente, por ações de boicote. Lamentáveis as ofensas às universidades, e são elas que podem elaborar algum plano de contenção das mudanças climáticas, claro, em acordo com o setor produtivo. Quem sabe o diálogo entre academia e o setor produtivo, como já aconteceu antes. A Embrapa, por exemplo, é uma instituição tipicamente acadêmica, de pesquisa, mas que tem um diálogo muito importante com a produção agrícola. Desse diálogo é que podem surgir algumas soluções econômicas  menos danosas para o Brasil. Infelizmente esse diálogo foi interrompido, mas existe essa possibilidade de retomada inclusive por pressões internacionais. 

Diante da gravíssima situação ambiental, evidenciada pelo relatório do IPCC, que conclama o mundo a atitudes emergenciais para conter o aquecimento global, o Brasil já tem um planejamento para lidar com essa questão? O primeiro plano seria uma conscientização dos brasileiros em relação a essa emergência?

Sim, dos brasileiros representados pelos seus gestores. O brasileiro individualmente até que não é tão danoso. Existe uma crise de representação, de representatividade no Brasil, infelizmente. 

compass

Esta entrevista foi inicialmente publicada pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz [Aqui!].

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