A greve geral que houve é a mesma que a mídia corporativa tenta negar

Acompanhei por diferentes vias o desenrolar da greve geral que ocorreu em grande parte do território brasileiro nesta 6a. feira. É quase certo que se eu tivesse assistido apenas aos informes da mídia corporativa eu poderia ter sido convencido que as situações de confronto eram resultado da ação de “vandâlos”. Mas como tive acesso a outros canais de informação, posso afirmar que na imensa maioria dos casos foi a própria Polícia Militar quem iniciou e continuou os atos de violência, normalmente contra manifestantes pacíficos que apenas tentavam exercer o direito constitucional de se manifestar.

Irônico foi o uso do argumento de que a greve geral estava atrapalhando o “direito de ir e vir” dos brasileiros. Ora, de que adianta poder ir e vir  se vivemos numa depressão econômica colossal e sob a ação de um governo imposto que está arrasando com direitos trabalhistas e as poucas políticas sociais que existiam no Brasil.

Mas apesar de toda a violência policial, ao final da noite até os veículos da mídia corporativa tiveram que reconhecer que vivemos hoje um movimento poderoso e com ampla distribuição no território nacional, o que se configura numa vitória das centrais sindicais e movimentos sociais contra um governo completamente desprovido de legitimidade, mas que teima em impor uma série de medidas ultraneoliberais que estão ampliando a própria recessão que suas próprias políticas criaram.

Aqui em Campos dos Goytacazes, o ato público de encerramento do movimento da greve geral em nosso município reuniu uma pequena, mas animada, multidão que uniu estudantes e trabalhadores. E, felizmente, apesar da presença policial, o ato transcorreu em completa tranquilidade, o que apenas reforça que se o manifestantes forem deixados para se manifestar livremennte não ocorre violência.

Abaixo posto algumas imagens do ato público, notando que a presença da comunidade da Uenf foi bastante expressiva, o que serve de alento para a defesa contra os ataques que estão sendo desferidos pelo (des) governo Pezão.

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