Beneficiados ameaçam com demissões se farra fiscal for suspensa

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) tem ventilado o número de 100.000 novos empregos que teriam sido gerados pela farra fiscal promovida a partir do primeiro mandato do ex (des) governador e atual hóspede do complexo prisional de Bangu, Sérgio Cabral (Aqui!).

Não é que agora 199 empresas beneficiadas pela farra fiscal estão ameaçando com 45.122 demissões caso as “generosidades” fiscais sejam suspensas! 

Então, para que todos possamos entender melhor qual foi o benefício real dos quase R$ 200 bilhões de recursos públicos colocados nessas empresas que agora ameaçam demitir quase a metade dos postos de trabalho que todo esse investimento supostamente geraram.

Mas não deixe de ser interessante notar que essa ameaça de demissão em massa acontece mesmo antes que seja instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para apurar o que de fato ocorreu na farra fiscal promovida por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Imagine-se o tipo de pressão que ocorrerá caso essa CPI seja realmente instalada!

Para maiores informações sobre a posição das empresas beneficiadas pela farra fiscal, basta clicar  (Aqui!).

Securitização do RioPrevidência, um escândalo ainda sem apuração

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O (des) secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, concedeu mais uma daquelas entrevistas repletas de meias verdades neste domingo ao jornal O DIA sobre as causas e remédios para a falência financeira em que o estado se encontra ( Aqui!).

Uma dessas “soluções” seria a securitizção da dívida ativa que engloba débitos que empresas e pessoas possuem com o estado, bem como das receitas futuras dos royalties do petróleo (ver figura abaixo).

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O que o senhor Gustavo Barbosa não explica é de como essa securitização implicará na entrega de recursos que já são do estado a fundos internacionais em troca de um aporte mais rápido de dinheiro, mas que custará caro e incorporará uma série de riscos de que o Rio de Janeiro se torne ainda mais priosioneiro dos fundos abutres.

O interessante é que o Sr. Gustavo Barbosa tem sido bastante experiência na securitização de rendas futuras. É que foi sob seu comando que o RioPrevidência realizou a desastrosa operação de captação de recursos na paraíso fiscal corporativo de Delaware, e que jogou o fundo próprio de previdência dos servidores do Rio de Janeiro nas mãos dos fundos abutres, como já apontei aqui neste blog por mais de uma vez (Aqui!Aqui! Aqui!).

Aliás, eu continuo esperando para ver quando os sindicatos e a oposição ao (des) governo Pezão dentro da Assembleia Legislativa irão tomar as medidas judiciais necessárias para que tenhamos a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a Operação Delaware que efetivamente quebrou o RioPrevidência, e implicou na necessidade dos aposentados e pensionistas serem pagos com receitas do estado.

 

Firjan consegue mandado de segurança contra lei dos 10% sobre isenções fiscais

17.06.2015 - Rio de Janeiro - RJ -  Governador Luiz Fernando Pezão participa de almoço na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), para receber o Fórum Econômico Brasil- França, no centro do Rio de Janeiro.
Foto: Carlos Magno/ GERJ

Governador Luiz Fernando Pezão participa de almoço na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), para receber o Fórum Econômico Brasil- França, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Carlos Magno/ GERJ

Em seus esforços para continuar a farra fiscal comandada por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) obteve um mandado de segurança contra a lei que criou o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) (Aqui!).

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Agora vamos por partes. A Firjan afirma em sua nota que o juiz que aceitou o mandado interposto por ela sob a alegação de inconstitucionalidade do dispositivo em função de designar o uso dos recursos para um fundo específico. E qual seria o uso destes 10%? Auxiliar na catastrófica situação fiscal em que o Rio de Janeiro se encontra, o que aparentemente pouco sensibiliza a direção da Firjan.  Mas de novo, quem se surpreende?

Além de conseguir liminarmente que a farra fiscal continue intacta, com os prejuízos já conhecidos, a Firjan está em plena campanha publicitária para justificar a continuidade dessa espécie de derrama reversa, onde os escassos recursos públicos são doados a todo tipo de empreendimento, incluindo termas, cabeleireiros e joalherias flagradas vendendo jóias caríssimas ao ex (des) governador Sérgio Cabral sem a devida emissão de nota fiscal!

Algo que me parece positivo nessa vitória circunstancial, e provavelmente temporária, da Firjan é o fato de nos permitir um exame mais apurado das alegações que essa organização patronal está empregando para justificar a farra fiscal, a começar pela geração de supostos “quase 100 mil novos empregos e mais que dobrando a arrecadação de ICMS nas regiões beneficiadas”  (Aqui!). Como a partir de fevereiro de 2017 está previsto o início do funcionamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para tratar dessas isenções fiscais bilionários, o exame desses números da Firjan poderia ser um excelente ponto de partida para o início dos trabalhos dessa comissão.

Aliás, essa CPI deverá ser uma boa oportunidade para que se discuta as isenções fiscais pelo que elas são, ou seja, transferências biolionárias de recursos públicos para empresas corporações privadas, no que consiste numa espécie de “Bolsa Família para Bilionários”. Enquanto isso, escolas, universidades e hospitais públicos são destruídos de forma impiedosa. Quanto a isso, a Firjan é compreensivelmente muda e surda.

 

Delação liga chefe de obras de Pezão a cartel e propinas nas obras do PAC. Quem ainda se surpreende?

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O site UOL publicou hoje uma matéria assinada pelos jornalistas Hanrrikson de Andrade e Vinicius Konchinski onde são apresentadas informações sobre o envolvimento do presidente da Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (EMOP), o engenheiro civil Ícaro Moreno Júnior, num cartel com 10 empreiteiras no âmbito do chamado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) (Aqui!).

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O detalhe aqui, que não é pequeno, se refere ao fato de Ícaro Moreno Junior está no cargo desde o primeiro mandato do ex (des) governador Sérgio Cabral, sendo assim uma pessoa com relação direta com o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Mas se engana quem pensa que o caso das obras do PAC e as estranhas tratativas entre membros de do (des) governo do Rio de Janeiro nunca foram alvo de matérias jornalísticas. A verdade é que a jornalista Cláudia Freitas já havia abordado problemas nessas obras enquanto profissional ligada ao Jornal do Brasil em 2014 (Aqui!), e mais recentemente como articulista do site Viu Online (Aqui! Aqui!).

Porém, se os problemas envolvendo as obras do PAC no Rio de Janeiro não são novidade, e não deveriam surpreender ninguém, isto não impede que se pergunte porque os órgãos fiscalizadores (i.e., Ministério Público [estadual e federal]; Tribunal de Contas [estadual e da União], e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) não procederam de forma mais célere para apurar as evidências que já existiam em 2014. Ah, sim, bem como a imensa maioria dos veículos da mídia corporativa que se fizeram de surdos e mudos durante esse tempo também têm sua imensa parcela de culpa nessa falta de apuração.

Diante desses fatos, o que fica mais evidente é que o (des) governador Luiz Fernando Pezão terá cada vez mais dificuldades para continuar imune às investigações que agora todo mundo parece ter decidido começado a fazer. Resta saber quanto tempo vai levar para que as manchetes conectando as linhas que conectam todos os personagens desse escândalo.

Finalmente,  com o aparecimento de denúncias cada vez mais frequentes sobre as operações ilegais que envolveram agentes do estado com grandes empreiteiras, fica ainda mais evidente que não foram os salários e aposentadorias de servidores públicos que faliram o Rio de Janeiro. Simples, mas ainda assim trágico.

Justiça determina que (des) governo Pezão detalhe farra fiscal. Demorou por que?

O Rio de Janeiro está com suas finanças combalidas por uma farra fiscal que foi iniciada no início do primeiro mandato do agora aprisionado por grossas acusações de corrupção ex (des) governador Sérgio Cabral. Ao longo desse tempo as denúncias sobre irregularidades nas concessões, seja no montante ou nos recebedores das generosidades fiscais, eram sumariamente rejeitadas pelos diversos órgãos fiscalizadores (Ministério Público, Tribunal de  Contas, Tribunal de Justiça (TJ)).

Agora com o colapso do controle que Sérgio Cabral possuía sobre  diferentes níveis e esferas do Estado, a coisa começa finalmente a mudar. Um exemplo disso foi a  decisão do desembargador Cláudio Mello Tavares, da 11ª Câmara Cível do TJ que concedeu liminar determinando a apresentação, pela Secretaria de Fazenda, sobre a relação de empresas que foram beneficiadas pela farra fiscal promovida pelo (des) governo do Rio de Janeiro  nos últimos 10 anos  (Aqui!)

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Frise-se aqui que essa liminar foi dada a uma ação impetrada pelo PSOL que foi, justiça seja feita, o único partido dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que cobrou de forma persistente que o (des) governo do Rio de Janeiro informasse quem são os beneficiários da farra fiscal e quanto cada um abocanhou dos cofres estaduais.

Mas que ninguém se iluda. O fornecimento dessa lista, ainda que seja justa, será inócuo se a pressão para que a farra fiscal seja imediatamente interrompida não for grande. Do ponto de vista dos servidores essa deveria ser uma ação estratégica, visto que são as isenções que estão na base da crise financeira que impede o pagamento de seus salários em dia.

Para o conjunto da sociedade, especialmente para os segmentos mais pobres da população, pressionar para que a Secretaria Estadual de Fazenda cumpra o que foi determinado pela justiça também é fundamental, na medida em que o montante de R$ 200 bilhões que foi entregue a todo tipo de empresa teria impedido o n~ivel de sucateamento dos serviços públicos que estamos enfrentando neste momento.

De toda forma, mesmo que tardia, essa decisão da justiça poderá se transformar numa imensa bola de neve que vai soterrar de vez o (des) governo Pezão. E essa é sem dúvida uma boa razão para comemorar.

Entrevista no Programa Faixa Livre sobre a crise financeira do Rio de Janeiro

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No dia de ontem (24/11) concedi uma entrevista ao programa Faixa Livre que vai ar pela Radio Band 1360 AM do Rio de Janeiro. O tema da entrevista foi a situação financeira catástrofica em que se encontra o estado do Rio de Janeiro e o pacote de maldades que o (des) governo do Rio de Janeiro enviou para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Quem desejar acessar essa entrevista na íntegra, basta clicar (Aqui!).

Com 5 anos de atraso, vem por aí a CPI da farra fiscal

Para se provar que ser minoritário na política implica em ser coadjuvante de malfeitos, a banca do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) conseguiu não apenas arranjar as 27 assinaturas necessárias para a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)  para investigar a farra fiscal promovida pelos (des) governo de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, como também arrancou o compromisso do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), de que a mesma será instalada (ver nota publicada pela jornalista Berenice Seara sobre o assunto  (Aqui!).

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Mas antes que se ache que a batalha está ganha, vamos a alguns fatos. O primeiro é que o PSOL tenta emplacar essa CPI desde 2011, e só conseguiu agora pelo desmoronamento das estruturas de poder que eram mantidas principalmente por Sérgio Cabral. Mas instalar será diferente de conseguir funcionar. É que até fevereiro poderemos ter uma reorganização da base do (des) governo do Rio de Janeiro, e aí as dificuldades dentro da Alerj voltarão a ser praticamente intransponíveis.

O segundo fato que deverá gerar fortes obstáculos ao funcionamento desta CPI é que os agentes interessados em que a farra fiscal continue são muitos e poderosos, começando pela Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Mas além da Firjan, várias outras entidades patronais que não querem nem ouvir falar da interrupção do fluxo livre de dinheiro público para as empresas que elas representam. Desta forma, é bem provável que venhamos a assistir uma forte e bem organizada campanha publicitária em prol da continuidade da farra fiscal.

Um terceiro e poderoso fato que joga contra o correto funcionamento desta  CPI tem a ver com a provável concessão do que eu venho chamando de “generosidades” com base no dinheiro dos contribuintes para empresas que não deveriam estar recebendo um centavo sequer, começando pelo fato de serem devedoras ativas. Além disso, como muitas empresas beneficiárias também aparecem como doadoras de campanhas eleitorais dos vários partidos que deram sustentação financeira às campanhas eleitorais de  Sérgio Cabral e Pezão também não será surpresa se pressões ocorrerem para que não se chegue aos beneficiados e aos valores que receberam. 

Porém, todos esses fatos não anulam a importância da instalação e pleno funcionamento de uma CPI tão aguardada pela população do Rio de Janeiro. È que já passou da hora dessa farra com o dinheiro do contribuinte ser passada a limpo.  E, mais ainda, que garantido o seu funcionamento há que se exigir que todos os valores concedidos de forma ilegal sejam retornados aos cofres públicos. Não há nenhuma razão para que aceitemos que empresas sejam inundadas com dinheiro público, enquanto escolas, universidades e hospitais sejam abandonados ao Deus dará.

Agora, que ninguém se iluda, a CPI da Farra Fiscal só funcionará a termo se houver mobilização popular que pressione a Alerj para que isto ocorra. Do contrário, fevereiro vai chegar e tudo voltará a ser como dantes no quartel do Picciani.

Dança de cadeiras em Brasília serve para esconder escândalo da Linha 4 do metrô carioca

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Governador Sérgio Cabral, o secretário de Transportes do Rio, Júlio Lopes, e o vice-governador Luiz Fernando Pezão, participam da primeira implosão da estação do metrô de São Conrado.  Fotógrafo: Marino Azevedo

Se uma pessoa for neste momento procurar pelas notícias mais quentes do momento nos portais dos principais veículos da mídia corporativa certamente vai se defrontar com múltiplas notícias com a rebordosa causada pelas denúncias do ex-ministro da Cultura Ministro Marcelo Caleró. A mais recente é a renúncia de Geddel Vieira Lima, mas os próximos dias deverão trazer mais novidades nessa dança das cadeiras que as denúncias de Caleró acabaram deflagrando.

Pois bem, enquanto isso um espaço bem menos generoso está sendo dedicado à tardia constatação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de que a Linha 4 do metrô da cidade do Rio de Janeiro custou a mais a indevida quantia de quase R$ 2,5 bilhões por causa do cometimento de sobrepreço e superfaturamento (quem desejar saber a diferença existente entre dois termos basta clicar  (Aqui!)

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A coisa é tão espantosamente estapafúrdia que o TCE calculou que cada metro construído custo a mais indevidos R$ 155 mil! 

Interessante é ver a lista de gestores e ex-gestores que agora terão que coçar os cofres para ressarcir o erário público por causa das perdas bilionárias que essa obra causou. Entre eles estão o ex (des) governador Sérgio Cabral e o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão, bem como o sempre serelepe deputado federal Júlio Lopes, ex (des) secretário de Transportes! (Aqui!)

E as empresas envolvidas nas atividades de sobrepreço e superfaturamento? As nossas velhas conhecidas Queiróz Galvão, Odebrecht e Carioca Engenharia. A presença dessas empreiteiras, aliás, não se restringe a essa obra durante os anos de Cabral e Pezão no Palácio Guanabara, o que já deve estar merecendo a devida atenção (ainda que tardia) do TCE. E quase com absoluta certeza já dá para afirmar que mais bilhões de sobrepreço e superfaturamento vão aparecer nas muitas obras que ocorreram entre 2007 e 2016 sob a batuta da dupla Cabral/Pezão.

Agora, quem desejar saber em detalhes toda esse imbróglio envolvendo a construção da Linha 4 do metrô carioca, sugiro que acessem o blog Transparência RJ que no dia 19 de Setembro postou um extenso material sobre esse caso (Aqui!).  Vale a pena ler esse material que só explicita uma questão: por que será que o TCE demorou tanto a sair a campo para investigar essa obra?

Finalmente, será que ainda vai aparecer alguém para dizer que a culpa da falência do Rio de Janeiro é dos servidores públicos e aposentados? Bom, pensando bem, cara de pau é o que não falta para cumprir essa tarefa.

Depois do RioPrevidência, Pezão quer entregar o estado aos fundos abutres

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Ao longo de 2016 venho falando sobre a desastrosa operação pela qual o (des) governo do Rio de Janeiro efetivamente faliu o RioPrevidência e tornou o estado prisioneiro dos chamados fundos abutres (Aqui!Aqui e Aqui!).

Pois bem, agora em meio à crise financeira causada por uma combinação de farra fiscal, corrupção sistêmica e aumento galopante da dívida pública, o (des) governador Luiz Fernando Pezão está acenando com uma solução mágica para os problemas que seu (des) governo criou, a securitização de ativos (ver reprodução de matéria publicada no jornal Folha da Manhã sobre o assunto)

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Em uma matéria publicada pelo jornal “O GLOBO”, Pezão chegou a declarar que “a securitização de ativos é uma grande saída para o Rio (Aqui!).  O que não foi explicado pelo (des) governador é que esta “securitização” já foi praticada no Rio de Janeiro sob o codinome “Rio Oil Finance Trust” e teve como consequência a geração de uma dívida internacional que certamente está entre as causas da crise que atravessamos neste momento.

Mas para quem pensa que a “Operação Delaware” já foi desastrosa, a proposição que está sendo apresentada é objetivamente transformar o estado do Rio de Janeiro numa espécie de enclave dos fundos abutres. É que pelo que o (des) governador Pezão indicou, a securitização atingirá não apenas a dívida ativa, mas também as rendas futuras que serão oriundas dos royalties do petróleo.  

Pelo que se vê, nada de positivo foi aprendido com o desastre do RioPrevidências. Aliás, muito pelo contrário, já que aparentemente essa operação se transformou numa espécie de panaceia que curará todos os nossos males. Nesse caso, os fundos abutres devem estar esfregando as mãos na espera da entrega do nosso futuro a preços de banana.

A coisa aqui me parece clara e cristalina. Ou se impede a “securitização” que o (des) governador Pezão quer fazer do Rio de Janeiro ou se entrega  logo as chaves do Palácio Guanabara para os gestores dos fundos abutres.

H Stern, beneficiária da farra fiscal, vendia jóias e fazia entrega a domícilio para Sérgio Cabral

No dia 07 de Julho de 2016 publiquei aqui neste blog uma nota sobre a concessão de benefícios fiscais à joalheria H. Stern, a qual me pareceu para lá de estranha naquele momento (Aqui!).

Eis que hoje estourou mais uma bomba no caso em que o ex (des) governador Sérgio Cabral é acusado de ter formado uma verdadeira quadrilha para sangrar os cofres estaduais. É que diferentes veículos da mídia corporativa nos trouxeram a informação de que parte das jóias apreendidas na residência de Sérgio Cabral foram adquiridas, coincidência das coincidências, na joalheria H. Stern, tendo sido pagas em dinheiro e entregues a domícilio (Aqui!Aqui! e Aqui!) !

Afora, os detalhes mais prosaicos que foram revelados, tal como o custo de R$ 100 mil para uma única peça, há ainda a revelação de que a informante da H. Stern informou que o tratamento VIP dado a Sérgio Cabral teria sido iniciado em 2013 quando ele ainda era (des) governador do Rio de Janeiro.

Uma informação ausente no depoimento prestado à Polícia Federal pela funcionária da H. Stern se referiu ao fato de ter havido ou não a emissão de notas fiscais relacionadas a cada uma das compras feitas por Sérgio Cabral! Ora, como pode isso, justamente de uma empresa que está sendo beneficiada por isenções fiscais generosas por parte do (des) governo do Rio de Janeiro?

No meio desse imbróglio de Sérgio Cabral com a H. Stern, me veio à memória um assalto ocorrido no apartamento do atual (des) governador Luiz Fernando Pezão no dia 30 de Abril de 2012 quando os ladrões de apropriaram do conteúdo de 15 caixas de jóias (Aqui!). Daí a pergunta que clama por ser respondida: será que entre as jóias roubadas do apartamento do (des) governador Pezão também haviam algumas da lavra da H. Stern? Independente da resposta, uma coisa é certa: Sérgio Cabral e Pezão compartilham da mesma paixão por jóias.