E no meio do impeachment, o TsuLama continua

Enquanto todas as atenções estão voltadas para as idas e vindas da tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff em Brasília, o TsuLama causado pela Mineradora Samarco (Vale+ BHP Billiton) já completou cinco longos meses, sem que a empresa tenha se dado ao trabalho de conter a chegada de rejeitos que acabam chegando no Rio Doce.

O TsuLama da Samarco é a expressão mais clara de tudo o que está errado com o Estado brasileiro. Até hoje, apesar das mortes de moradores de Bento Rodrigues e do incalculável impacto sobre os ecossistemas naturais que existem entre Mariana (MG) e Linhares (ES), ainda não se tem notícia de que a Samarco tenha pago uma única multa ambiental.

Além disso, o propalado acordo assinado entre as mineradoras e o governo federal apenas serviu para atrapalhar o andamento dos múltiplos processos que existem em diferentes esferas do judiciário.

De quebra, os governos de Minas Gerais e Espírito Santo pouco ou nada tem feito para impor que os danos ainda impactando as vidas de centenas de milhares de pessoas tenham a devida contrapartida pela Samarco e suas proprietárias, a Vale e a BHP Billiton.

Diante desses fatos é que me parece que havendo ou não o início do processo de impeachment de Dilma Rousseff, estamos longe de assistir a anunciada ressurreição do Rio do Doce. Pior ainda, o que provavelmente continuaremos assistindo é a completa impunidade das corporações responsáveis pelo pior desastre mundial da mineração nos últimos 100 anos.

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