O golpe das estatais não dependentes no aumento da dívida pública. O RJ tem a sua!

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No dia 15 de Outubro de 2016 postei um material relativo  à Companhia Fluminense de Securitização (CFSEC), uma estatal não dependente, que foi  criada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão,  por meio do Decreto 45.408 de 15 de Outubro de 2015,  com uma série de atribuições bastante específicas  (Aqui!).

Aquela postagem tinha como base uma apresentação de Powerpoint da da auditora fiscal Maria Lúcia Fatorelli, da ONG Auditoria Cidadã da Dívida (Aqui!), que é uma das principais experts no processo de aumento da dívida pública no Brasil.

Agora acabo de receber uma matéria onde Maria Lúcia Fatorelli explica o papel pernicioso das chamadas estatais não-dependentes no crescimento da dívida pública, e de como a chamada PEC 241 deixa brechas para que essa empresas continuem operando livremente. O resultado final disso será o crescimento da dívida pública, enquanto os gastos sociais ficarão congelados por 20 anos.

4 pensamentos sobre “O golpe das estatais não dependentes no aumento da dívida pública. O RJ tem a sua!

  1. Simples disse:

    Professor, pode confirmar se o valor bloqueado pela União é referente ao pagamento do negócio feito entre o Rio previdência e os acionistas estrangeiros, e que foi avalizado pelo BB.

    • Olha, os valores de hoje (R$ 140 milhões) aparentemente não tem a ver com isso. Já os R$ 170 milhões de ontem não há uma descrição clara, mas indicam que se trata de dívidas com devedores avalizados pelo governo federal. Em suma, não sei se tem a ver com o RioPrevidência.

  2. Simples disse:

    Professor, sei que o sr. é servidor.
    Mas penso que a República caminha para a tercerização plena. Esta pec privatiza os lucros e compartilha os gastos.
    Vimos isto na Petrobrás e veremos na OI S.A.
    Sendo assim, pq não privatizam tudo, demitem os ativos, e cancela o beneficios dos inativos de vez.
    Ahn, podiam aproveitar, e cancelar toda a tributação desnecessária também.
    Imagino que o sr. assim como muitos servidores, seriam melhor remunerados pelo mercado.
    Tipo o Canadá, sem tantos privilégios como o que o judiciário daqui possui.
    O que o sr. acha desta sugestão “fantasiosa”?

    • O problema é que todos esses movimentos visam atender as necessidades dos bancos. E aí a lógica é ampliar a apropriação das riquezas e rendas nacionais para entregá-las aos grandes bancos e corporações que eles controlam. Em suma, não creio que há o cancelamento de tributações, mas sim sua ampliação nos próximos anos.

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