A crise do RJ e os múltiplos sinais do que está ruim ainda vai piorar

Vamos esquecer por um minuto do pagamento de salários e aposentadorias referentes ao mês de outubro que já não serão pagos mais no décimo dia útil como havia garantido o (des) governo Pezão. Apesar do drama de quase 600 mil pessoas que dependem desse dinheiro para tocar suas vidas, existem elementos que fazem transparecer um contexto de gravidade única na história do Rio de Janeiro.

Vejamos as imagens abaixo que reproduzem matérias de dois veículos da mídia corporativa do Rio de Janeiro e o que elas epxressam em termos de uma condição que beita a anomia no interior do estado.

Pela ordem as matérias tratam do corte do abastecimento de combustível para todos os veículos do estado, incluindo viaturas policiais, caminhões de bombeiros e ambulâncias. Em outras palavras, estamos nos encaminhando para uma condição setores importantes da máquina pública vão parar. E a população, especialmente, a mais pobre, vai ficar literalmente à mercê do imponderável.

Mas eis que descobrimos que há uma discrepância de R$ 140 bilhões entre o que o (des) governo Pezão alega ter concedido em isenções fiscais e aquilo que foi apurado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para o período de 2007 a 2015. Os técnicos da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) alegam que esta diferença é causada por uma diferença na metodologia de cálculo, o que me parece inverossímil. É que tendo acompanhado superficialmente os montantes concedidos em isenções fiscais, o valor calcula pela Sefaz parece muito miúdos.

Por último temos o (des) governador Pezão é citado como ameaçando pedir intervenção federal no Rio de Janeiro em função da sua incapacidade de gerir a crise financeira da qual ele é um dos principais engenheiros. O mais curioso é que se esse pedido fosse atendido, o mandato de Pezão sofreria uma espécie de interrupção de seu mandato. Diante disso, o pedido, que ainda não foi feito, é uma espécie de ameaça inócua, ou apenas reflete um profundo desespero.

Para mim a questão de fundo é que até aqui o ajuste mínimo que se pretende fazer na sangria financeira do estado se faz às custas de salários e aposentadorias dos servidores, o que pela dimensão dos montantes envolvidos não resolveria nada. E, pior, as causas principais do caos financeiro atual permaneceriam intocados. É que enquanto não se resolver questões como a farra fiscal, o montante da dívida pública, e o vazadouro da corrupção, nada vai mudar, e os próximos anos serão ainda piores.

Em outras palavras, o que está ruim ainda pode piorar, e muito! E para reverter esse quadro, a resposta terá que vir dos sindicatos e movimentos sociais já que do mato do (des) governo Pezão só vai sair mais do mesmo. Simples, mas mesmo assim, tudo muito trágico.

 

 

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