O coronavírus avança: Já são 13 os contaminados na comitiva que esteve com Bolsonaro em Miami

bolso atoO presidente Jair Bolsonaro tira fotos com apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, depois de participar de protestos contra o STF e o Congresso Nacional

O número cabalístico para o Bolsonarismo já foi alcançado entre os membros da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em seu recente tour em Miami. É que o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, é o 13o. a ser declarado oficialmente como estando contaminado pelo coronavírus.

Entre os já oficialmente declarados como portadores do coronavírus estariam quatro seguranças pessoais do presidente Jair Bolsonaro, o que coloca esses servidores públicos em uma distância mínima do chefe do executivo federal. Tal constatação torna ainda mais “sui generis” a declaração de que Jair Bolsonaro testou negativo para essa infecção, visto que seguranças pessoais estão sempre muito próximos daquele cuja pessoa estão protegendo.

Mas o que importa aqui é que diante de uma situação de saúde coletiva, a opção do presidente da república de abandonar o confinamento em que estava colocado para participar de um ato público em que apertou mãos e manuseou telefones celulares de vários participantes me parece algo que beira o inexplicável.

A questão de fundo aqui é que ao desprezar orientações médicas que indicavam a necessidade de confinamento até segunda ordem, o presidente da república enviou mais um sinal anti-ciência para seus apoiadores mais apaixonados. Estes apoiadores que podem não ser muitos numericamente compensam a falta de massa com um inegável aguerrimento para seguir os passos anti-ciência de seu “mito”. E esse aguerrimento poderá consequências nefastas se for aplicado para impedir a aplicação as decisões de várias instâncias de governo, resultando em conflito aberto como aquele que passou o governador de Goiás e ex-líder da União Democrático Ruralista, Ronaldo Caiado, quando tentou sensibilizar os participantes do ato pró-Bolsonaro em Goiânia sobre o potencial devastador do coronavírus (ver vídeo abaixo).

Que ninguém se engane ou se deixe enganar: o combate à pandemia do coronavírus necessitará de uma quase perfeita articulação entre diferentes esferas de governo, forte apoio da comunidade científica, alta integração dos serviços de saúde e um alto grau de cooperação da população.  E não será com bravatas e descuido como as oferecidas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro que o Brasil irá conseguir isso. Simples assim!

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