Governo Bolsonaro comete “pedalada sanitária” e isola Brasil no mundo

pedalada

A derrubada da primeira presidente da história do Brasil se deu com base em sua culpabilização em função da realização de uma nebulosa “pedalada fiscal”.  Agora, nos vemos diante de uma pedalada do governo Brasil que é de natureza sanitária. É que ao procrastinar e até sabotar o processo de vacinação em massa, o presidente Jair Bolsonaro coloca em risco a saúde de toda a população brasileira. Mas onde está esta pedalada sanitária?  Ela está não apenas no crescimento exponencial de novas infecções pelo novo coronavírus e dos mortos pela COVID-19, mas também, e principalmente, no andamento pífio do processo de vacinação.

O gráfico abaixo mostra que o Brasil, provavelmente o único país que possui um sistema de saúde unificado nos padrões requeridos pela pandemia da COVID-19, ocupa hoje o mirrado 40o. lugar mundial em termos de vacinas aplicadas em doses por 100 habitantes, atrás de países como Marrocos e Romênia, perdendo de longe para o Chile que ocupa hoje o 7o. lugar em nível mundial.

vacina ranking

Sem a Coronavac, a situação da vacinação contra a COVID-19 estaria ainda pior

CoronaVac: os quatro países além do Brasil que planejam usar a vacina  contra Covid-19 | Vacina | G1

A posição brasileira seria ainda pior se não fosse pela utilização da vacina “Coronavac” produzida pela “Sinovac” que move o Brasil de uma posição ainda mais constrangedora (62o.), demonstrando o acerto da estratégia utilizada pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que apostou firme na parceria do Instituto Butantã com a empresa chinesa.

Mas como o que está ruim sempre pode piorar, o Ministério da Saúde, anunciou ontem que reduzirá a disponibilidade de vacinas para o mês de março de 37,4 milhões para 30 milhões em função da falta de autorização para uso da vacina Covaxin, fabricada pela empresa indiana Baharat Biontech. Note-se que nesse lote esperado de 30 milhões de doses, 77,7% será composto por doses da vacina Coronavac.

Diante desse quadro, configurada a pedalada sanitária realizada pelo governo federal, sob a batuta do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, o general de logística Eduardo Pazuello, fica a pergunta sobre quando haverá a devida responsabilização pelo que está sendo feito contra a saúde da maioria da população brasileira. Seria natural que todos aqueles que no dia do impeachment de Dilma Rousseff apareceram para declarar amor pelas suas famílias, voltassem suas atenções para seus entes queridos e saíssem da inércia letal em que se encontram. É que do jeito que a crise sanitária está evoluindo no Brasil, cedo ou tarde (talvez mais cedo do que tarde), não haveria família que não tenha sido tocada pela catástrofe que se apresenta diante de nossos olhos.

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