
Demorou, mas aconteceu. É que segundo informa o jornalista Lauro Jardim em seu blog no O GLOBO, o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro acaba de aprovar um relatório de inspeção onde ficou determinada que a Operação Delaware que eu tanto mencionei neste blog (Aqui, Aqui!, Aqui!, Aqui! e Aqui!) causou um rombo bilionário nas contas do RioPrevidência.

O interessante é que na matéria de Lauro Jardim uma das irregularidades apontadas envolve o pagamento de um escritório de advocacia que teria cobrado R$ 16 milhões por seus serviços na Operação Delaware, mas que não é identificado pelo RioPrevidência. Acontece que eu havia mencionado o envolvimento deste escritório nesse negócio (Aqui! ).
O aparecimento desse relatório deverá ser mais um complicador na já complicada situação do (des) governador Pezão, mas também deverá colocar na roda o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, que era o diretor-presidente do RioPrevidência na época em que a Operação Delaware foi realizada.
O que me parece peculiar é que o TCE tenha demorado tanto tempo a investigar uma transação que já cheirava muito mal desde que foi realizada em 2014 (Aqui!). Mas vá lá, antes de tarde do que nunca!
Agora, convenhamos, como poderá a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovar um confisco salarial brutal para cobrir o rombo que foi criado pela Operação Delaware?
E, finalmente, as perguntas que não querem calar: quem são os donos do Rio Oil Finance Trust? E onde foram parar os bilhões que foram arrecadados com esta esquisita operação de securitização que efetivamente quebrou o RioPrevidência? No mínimo o que os servidores estaduais vão querer é que se apure esse rombo antes que se discuta qualquer aumento no recolhimento previdenciário. O que me parece mais do que justo.