Vale tem mais 10 barragens colocadas em nível de alerta em Minas Gerais

 

barragens itabira

Em Itabira, Minas Gerais, a mineradora Vale tem 15 barragens Foto: DEA / PUBBLI AER FOTO / De Agostini/Getty Images

Em matéria assinada pela jornalista Lara Alves, o jornal “O TEMPO” informou na manhã desta 2a. feira, 10 barragens da mineradora Vale em Minas Gerais tiveram sua estabilidade colocada em questão, e foram assim declaradas como interditadas (ver quadro abaixo).

BARRAGENS INTERDITADAS

Lista de barragens interditadas da mineradora Vale em Brumadinho, Congonhas, Itabira, Nova Lima e Ouro Preto. Fonte: O TEMPO

Curiosamente problemas de estabilidade (bem como os potenciais fatores causais dessa situação) já tinham sido identificadas pelo arquiteto e urbanista Frederico Lopes Freire e publicadas por este blog, incluindo as das minas de Mar Azul e do Pontal [Aqui! e Aqui!].

O problema é agravado pelo fato de que pelas análises realizadas por Frederico Lopes, a condição das barragens requerer que sejam adotadas medidas urgentes de estabilização e não apenas de interdição.

Por outro lado, é interessante notar que no dia de hoje, o jornalista Eduardo Militão publicou uma matéria no site UOL dando conta que a mineradora Vale teria sonegado pelo menos R$ 23 bilhões em impostos devidos pelas exportações de minério de ferro entre 2009 e 2015 a partir de um processo de triangulação com uma subsidiária sediada na Suiça (ver figura abaixo).

triangulação

Fonte: UOL

Em outras palavras, além de obter lucros bilionários como os mais de R$ 25 bilhões obtidos em 2018, a Vale ainda se dá ao direito de sonegar impostos enquanto deixa seu sistema de barragens sem a devida manutenção, colocando em risco bacias hidrográficas inteiras sob o espectro da destruição.

Resta saber agora como se portarão as autoridades estaduais de Minas Gerais que têm diante de si um cenário potencialmente catastrófico. É que todas as barragens (i.e., 14) com problemas detectados de estabilidade romperem, haverá grave ameaça ao fornecimento de água, sem  falar nas potenciais perdas humanas e destruição de ecossistemas inteiros.

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